domingo, 25 de outubro de 2009

E eu pensei que Wall-E havia sido o ápice...

E mais uma vez a Pixar se supera! Não há um filme da Pixar, no qual a animação não seja ótima, a história envolvente e as personagens cativantes. Confesso que quando vi que o filme seria protagonizado por humanos fiquei temerosa, já que o filme Os Incríveis, o único outro também com protagonistas humanos, está no final da minha lista de favoritos da Pixar. Entretanto, todo o meu temor foi embora logo nos primeiros quinze minutos de filme.
Up conta a história de vida de Carl Fredericksen, que desde menino tinha fascínio pelo Paraíso das Cachoeiras, local de visita de seu explorador favorito e ídolo Charles Muntz. Explorador esse, que foi chamado de fraude pelos cientistas que não acreditaram em sua descoberta.
Retornando a Carl, ainda criança, num belo dia voltando para casa, ele se depara com Ellie, uma menina que é praticamente o oposto dele em todos os sentidos. Pode-se até comparar Carl e Ellie com Pedro e Tina do livro infantil Pedro e Tina – Uma Amizade Muito Especial, de autoria de Stephen Michael King, de tão opostos que são. A partir daquele dia, os dois começam uma amizade que duraria pelo resto de suas vidas. Não é preciso dizer que os dois se casam, né?
Numa sequência lindíssima conhecemos toda a vida do casal Carl e Ellie. Descobrimos que ele se torna vendedor de balões, que eles passam por altos e baixos, imprevistos acontecem e eles têm que adiar a viagem ao Paraíso das Cachoeiras e, mais, que o tempo passou e Ellie morreu de velhice. Carl, então, perde todo o gosto pela vida e os seus sonhos, se tornando um velho amargurado e solitário. É, então, que Russel, um menino de 8 anos e aspirante a escoteiro, aparece na vida do velhotinho.
Após um incidente, Carl é declarado como ameaça pública, sendo mandado judicialmente para um asilo, tendo de deixar sua casa para trás. Mas Carl não deixaria seu lar e todas as lembranças que aquela casa guardava. Então, por Ellie, ele resolve realizar o sonho de se mudar para o Paraíso das Cachoeiras. Não preciso dizer como, certo?

Porém, para infelicidade de Carl, o aprendiz de escoteiro vai junto por engano... E é aí que Carl tem que rever tudo o que viveu nos últimos tempos, tudo aquilo que esqueceu ou deixou para trás.
É um filme que toca, que traz a tona sentimentos e situações que não são ditos ou passados às crianças; e sentimentos e situações pelos quais muitos adultos já passaram e se deixaram acomodar. A questão do ídolo, os sonhos, a perda, a amizade, o amor, o apego às coisas materiais, a confiança, o orgulho, a família, a lembrança... uma animação para crianças? Que nada! Uma lição de vida.

Carl e Ellie

A mais nova dupla dinâmica da Disney... um de 8 e outro de 78 anos.

Kevin, Russel, Dug e Carl


E para terminar uma pequena homenagem à Pixar. Sinceramente, pensei que o ápice fora Wall-E, mas depois de Up, já nem consigo mais imaginar como é possível se superar... Só posso dizer que mal posso esperar pelo próximo filme da Pixar...



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Não vale a pena imaginar...



O que eu tenho a dizer sobre o filme? Imaginem só, eu já vi esse filme antes. Aquela garota meio “invisível” na escola acaba chamando a atenção do cara mais popular e gato, que fica interessado por ela, então dispensa sua namorada, a garota popular e má (só não me lembro se ela é líder de torcida também...), que faz de tudo para que a garota boazinha não fique com o seu boy. Familiar a história? Eu arriscaria dizer, mas sem querer desmerecer o filme que vou citar (que, por um acaso é um dos que eu adoro), que é basicamente a mesma história de A Nova Cinderela, mas sem o fofo e lindo Chad Michael Murray, sem as conversas pelo computador e celular (ainda que em Imaginem Só, os celulares tenham uma função importante também) e, no lugar da madrasta, um pai controlador, ainda que bom para a filha, ao contrário da madrasta de A Nova Cinderela.
Ashley Tisdale é Mandy, a garota meio “invisível”, que decide chamar a atenção de Drew, o cara mais lindo da escola. Ela consegue e ele a convida para a mais esperada festa do ano, porém ela está de castigo. Mandy bola um plano para ir à festa e diz ao pai que vai estudar com as amigas. O pai, desconfiado, diz que tudo bem, mas que vai ligar a cada meia hora para verificar... e verificar através da câmera do celular. Mandy e as amigas se metem nas maiores confusões para enganar o pai, isso ao mesmo tempo em que a ex de Drew tenta arruinar os planos delas também. Ah, e lógico, Ashley não podia deixar de cantar no filme, por menor que fosse a cena.
Se vale a pena assistir? Talvez na sessão da tarde, quando não tem mais nada passando... Se você está com vontade de ver um filme adolescente, opte por outro... há tantos tão melhores! A Nova Cinderela, Meninas Malvadas, No Pique de Nova York, Sorte no Amor, Quatro Amigas e um Jeans Viajante... se quiser um mais recente, Garota Mimada. Se quer mesmo ver um filme com a Ashley Tisdale, assista High School Musical, não importa quantas vezes já tenha visto, vai valer mais a pena. Agora, Imaginem Só, no way...


Ashley tenta...

... mas será sempre a Sharpay.

domingo, 4 de outubro de 2009

Amigas, amigas... casamento à parte!

A lovely movie! Uma história engraçadinha (verdade que é um pouco exagerada em alguns momentos, mas, convenhamos, é uma comédia! Tem que ter um pouco de apelação...), as atrizes estão fabulosas e o filme tem um final um tanto quanto inesperado!
Emma (Anne Hathaway) e Liv (Kate Hudson) são amigas desde pequenas e sonham com suas cerimônias de casamento, que deveria acontecer em junho no Plaza. Coincidentemente ficam noivas na mesma época e quando vão marcar o dia do casamento, um grande erro faz com que os dois casamentos sejam marcados na mesma data. Lógico que uma gostaria de ser madrinha da outra e estar no casamento da outra, então uma das duas têm de desistir daquela data. Porém, nenhuma das duas dá o braço a torcer.
Anne e Kate estão muito bem caracterizadas e fazem um trabalho maravilhoso, mas Kate, com o temperamento excêntrico e perfeccionista de sua personagem, está sensacional! Créditos também para o ator do noivo de Liv, que está simplesmente divino! Os vestidos de casamento são lindíssimos e as decorações dignas de cópia.
Noivas em Guerra é fofo, leve e engraçado, uma excelente escolha filme!

Anne e Kate, fabulosas em seus papéis.


Apaixonada por casamento como eu sou, não podia deixar de comentar sobre os vestidos... Na minha opinião, o vestido de Liv é simplesmente perfeito! E como diz no filme: "Não é o vestido que muda por você, é você quem muda por ele".

domingo, 27 de setembro de 2009

Conto de fadas moderno


O filme é a adaptação pra o cinema do livro homônimo de Marilyn Kayne, e devo dizer que uma das adaptações de livro mais fiéis que já assisti. Ambos valem a pena, o livro e o filme.
Um conto de fadas moderno, que conta a história de Penélope, a primeira menina a nascer em muitas gerações de sua família e sobre quem recai a maldição de seus antepassados. Maldição essa jogada por uma habilidosa bruxa, cuja filha foi rejeitada pelo nobre Ralph Wilhern (ta-ta-ta-taravô de Penélope), que tinha medo de ser deserdado pela família caso se casasse com uma mera empregada. A maldição? A próxima menina nascida na família Wilhern teria cara de porco e a maldição só poderia ser desfeita quando alguém de sua mesma classe a aceitasse. A mãe, ao ver que seu bebê tinha cara de porco, decide escondê-la do mundo, mas o que fazer como fazer para Penélope encontrar um pretendente que a aceite e quebre a maldição? Assim, contratam uma casamenteira profissional, mas todos os pretendentes que ela encontra se assustam ao ver o rosto da menina porca... Será que Penélope encontrará um rapaz que a aceite? Um rapaz de sua mesma classe social? E para piorar as coisas ainda há o jornalista Lemon que quer como vingança de um incidente com a mãe de Penélope mostrar ao mundo o segredo da família Wilhern.
Parece estranho? Sim, um tanto quanto, mas é uma história simples de fantasia, com muito romantismo e uma pitadinha de humor. Penélope conquista os leitores e espectadores, que torcem por seu final feliz.
No filme, Penélope é interpretada por Christina Ricci (e não por Reese Witherspoon, como esta que vos escreve pensou ao ver o trailer e a chamativa para o filme com o nome da Reese em cima...), que está fofa no papel. Não só Christina, mas todos os atores estão ótimos e muito bem caracterizados. Os efeitos do focinho de porco também são bem convincentes, não parecendo artificial.
Agora, ler o livro ou ver o filme? Os dois valem a pena, mas, para aqueles que tiverem disposição, sugiro ler o livro primeiro, que é muito rápido e gostoso de ler, e depois vejam o filme e se deliciem relembrando a história.

Christina Ricci está adorável como Penélope!

Reese Witherspoon interpreta a amiga de Penélope.


O filme e o livro... ambos valem a pena!

sábado, 19 de setembro de 2009

O que fizeram com a história????

Gatos, fios dentais e amassos - Angus, Thongs and Perfect Snogging

Outro filme com o charmoso British accent, mas que deixa muito a desejar. Baseado no livro homônimo de Louise Rennison, conta a história de Geórgia Nicholson, interpretada por Georgia Groome, uma garota de 14 anos, prestes a fazer aniversário. Ela e as amigas Jas, Rosie e Ellen são típicas adolescentes, loucas por garotos e que não entendem os pais, que, como Gegê diz, são da “Idade da Pedra”.
O filme corta os detalhes mais interessantes do livro e as partes mais engraçadas. Muitos dos personagens acabaram perdendo a sua essência, não se equiparando às suas respectivas personalidades no livro. A escola que deveria ser somente para meninas, é mista e local onde Gegê encontra o seu Deus do Sexo, Robbie, um dos personagens que mais acabou desvirtuado no filme. Se você leu o livro, vai se decepcionar, pois a história é completamente outra.
Há partes engraçadas no filme? Sim. Não é de todo o mal, mas não deve ser a primeira opção de programa. Se você está realmente disposto a gastar esse tempo, minha sugestão é a seguinte: leia o livro. Seu tempo será muito melhor gasto e valerá mais à pena.



O livro...e o filme.

Robbie, o deus do Sexo? É, se você estiver uns cinco metros afastado, de costas e de olhos fechados, aí pode até ser... ou não...

Angus!!! O que fizeram com você??!!

domingo, 30 de agosto de 2009

Não se engane!

O filme Garota Mimada, no original Wild Child, me surpreendeu! Quando assisti o trailer pensei: “Ah, mais um filme adolescente exagerado, com uma menina norte-americana loira e rica, que adora comprar e se acha a melhor.” E, sim, no começo o filme aparenta ser assim mesmo... mas só nos primeiros dez minutos. Depois o filme segue, um pouco previsível, pode-se dizer, entretanto acontecem coisas não tão previsíveis assim e o final surpreende.
Mas, vamos à história. Poppy (sim, esse é mesmo o nome da protagonista...), interpretada por Emma Roberts, é uma adolescente, vejam só, mimada, e sem limites. Depois de aprontar uma daquelas com o pai, ele decide mandá-la para um colégio interno na Inglaterra. Esse colégio, só para meninas, é de linha dura e algumas das meninas de lá não são também as pessoas mais doces do mundo. Poppy vê sua vida mudar, mas sempre sem perder o estilo.
O lacrosse é um dos pontos altos do filme e deixam uma vontade louca de jogar também... Tanto que, confesso, assim que acabou o filme, esta que vos escreve foi para frente do computador procurar lugares em São Paulo para treinar lacrosse e, surpresa!, não encontrou lugar nenhum... Nem um mísero lugar com aulas de lacrosse, nem um grupo qualquer desconhecido que pratique esse esporte... nem mesmo sites nacionais que vendam os equipamentos! Não há uma sequer Federação Paulista de Lacrosse! Qual é, existe a Federação Paulista de Bocha, mas não uma de lacrosse? Como é que pode? Me pareceu um jogo tão divertido, deveria ser trazido para São Paulo... ou melhor, para o Brasil... Mas vamos voltar ao que interessa...
Muita risada, figurinos estilosos e muito sotaque britânico... Isso sem contar no fofo do Freddie, interpretado por Alex Pettyfer, o único ator do filme (com exceção do pai de Poppy e do professor de francês, mas eles não contam...). Aliás, só pela aparição do Freddie já vale o filme... Brincadeirinha...
Se você está procurando um filme leve, gostoso de assistir, vale a pena conferir Garota Mimada, sim!

"Who are we?"

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Finalmente!

Acho que já está mais do que na hora de inaugurar este blog, não é mesmo? Ok, inaugurado ele já foi pela Lynxi, que, aliás, é a responsável pelo template! Muito, muito, muito obrigada! Ficou lindo! Muito melhor do que imaginava!
Mas, voltando, está na hora de eu inaugurar... e nada melhor do que começar explicando o nome do blog, certo? Sim, é uma referência ao coelho da história de Lewis Carrol, mas as semelhanças com Alice no País das Maravilhas param por aí – ao contrário do que alguns podem pensar, já que o nome da protagonista da história pode ser interpreta como tendo outras referências comigo (pelo menos é o que dizem...) -. Alice, a de Lewis Carrol, não segue o coelho? E não nos dizem para seguir nosso coração? Tomemos a escolha de seguir o coelho como a escolha do coração de Alice. Assim, seguir o coelho pode ser interpretado como seguir o seu coração... (Vejam bem, este blog é meu e eu posso pensar o que eu quiser, por mais absurdo que possa parecer para alguns...)
Agora, esquecendo a Alice e pensando nas nossas escolhas, quando escolhemos algum livro, filme ou destino de viagem não pensamos nos nossos interesses, nos nossos gostos... não seguimos nosso coração? – Quero dizer, fora os casos em que sua mãe te manda ir comprar alguma coisa ou estamos escolhendo um presente. – Assim, se essas são escolhas do coração, são como a escolha da Alice de seguir o coelho. E como pretendo postar aqui comentários, críticas e relatos sobre filmes, livros e viagens, ou ainda, postar contos e histórias meus, daí a escolha do nome do blog. Postarei aquilo para onde o coelho me levar... para onde eu resolver seguir o coelho... Para finalizar, e contradizendo o coelho de Lewis Carrol, eu digo que não é tarde... não é tarde para começar este blog (pelo menos não ainda)...